Falta de comunicação atrapalhou equipes de resgates no Rio de Janeiro
A falta de serviços básicos de comunicação nas primeiras 48 horas após as chuvas na região serrana do Rio de Janeiro foi um grave problema para as equipes de resgate. Os bombeiros, por exemplo, possuem apenas os celulares da corporação, mas muitas áreas estavam sem cobertura logo após as chuvas. "Nosso centro de comando ficou às escuras em termos de comunicação. Passamos três dias sem contato com Nova Friburgo", explica o tenente coronel Wanderlei Antônio, que trabalha no quartel general dos bombeiros em Petrópolis. "As informações que recebíamos chegavam através de militares que voltavam das outras cidades", relata.
A Cruz Vermelha também sofreu com a falta de comunicação. O coordenador de socorro da entidade em Petrópolis, Richard Strauss, relatou um episódio em que sua equipe, após duas horas de caminhada na região de Brejal, encontrou três corpos em uma área isolada e sem comunicação. A equipe teve que marcar no GPS a localização dos cadáveres e voltar a pé para solicitar o apoio de um helicóptero para a realização do resgate. "O tempo todo precisamos de comunicação", resumiu o voluntário. Tecnologias como celulares via satélite ou simples rádios de comunicação de longo alcance não estavam disponíveis às equipes.